segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Inventário

Meses de gravidez decorridos:

1º - Estado de graça desconhecido.
Muitas tonturas = marido preocupado.

2º - Gravidez confirmada.
Azias, enjoos e más disposições menos peso, marido preocupado mas também mais feliz.

3º - Divulgação da notícia.
+ de azias, enjoos e más disposições = marido conformado.

4º - Beleza facial magicamente desenvolvida e reconhecida = plenitude total = marido descontraído.  

5º - Barriga maior = dor de pés e pernas + dor de costelas = marido promovido a massagista.

6º - Gripe + infecção respiratória + refluxo gástrico = 1 semana de quarentena + antibiótico e - peso. Continuam as dores de costas.

7º - 4 Kgs a mais às 32 semanas. Quem poderia imaginar?
Menos dores de costas, muitas dores de estômago.
Vontade avassaladora de devorar doces e chocolates = algumas vezes deixo-me vencer, a maior parte das vezes não...
Barriga cada vez maior + bebé cada vez mais apertado = pés inchados.
Bens essenciais comprados = conta bancária mais reduzida = casa mais atolhada.

Em resumo: nascimento cada vez mais próximo = pais cada vez mais assustados!!! Mas felizes, muito felizes com o Menino Jesus que aí vem.

sábado, 11 de setembro de 2010

A Rainha do cansaço

O José Francisco ainda não nasceu e já nem posso com uma gata pelo rabo!

Depois de um dia de trabalho remunerado (e verdade seja dita, que cansa mais psicológicamente do que fisicamente) é chegar a casa, preparar o jantar, arrumar a louça na máquina, por alguma roupa a lavar para depois estender, receber uma merecida massagem (OBRIGADA AMOR!) nos pés e pernas que agora pesam toneladas, e pouco mais.
Não me canso de elogiar todas aquelas Mulheres que dia após dia regressam dos seus trabalhos, assumem o papel de Mães e donas de casa e ainda conseguem ter vontade para deitar mãos às obras e dedicarem-se aos seus trabalho manuais + blogues! Ainda tenho muito que crescer...
É que ainda nem sequer bordei nada em ponto cruz para o meu menino! (Nem para mais ninguém, para dizer a verdade) Mas como já dizia o outro, "Viver não custa, custa é saber viver", nada como ter uns trunfos na manga...
Este trabalhinho que aqui posto já tem alguns mesitos, mas não deixa de ser novidade. Data de Abril e foi uma oferta para o aniversário da minha Mana, uma pequena homenagem à sua gata Mia.


Aproveito para postar também uma foto de uma prenda da Tia para o seu sobrinho favorito (não fosse o único!!!).


Em nome desta família, OBRIGADA. A ti e a todos quantos nos têm presenteado com prendas tão lindas. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tenho ou não tenho...

...cara de José Francisco?!

Após alguns dias de conversações e deliberações, eu e o meu mais que tudo sénior (uma vez que vem um júnior a caminho) finalmente escolhemos o nome do nosso rebentinho. Sem procurar significados, escolhemos aqueles de que mais gostavamos, José como os avôs e Francisco porque sim. Conheco pelo menos uma pessoa que do outro lado do oceano vai aprovar veemente esta decisão,não é Professor?
Quanto a alguns "Tios", estavam tão habituados a chamá-lo de Pedrinho que ainda assim o tratam, ao ponto de quem passa perguntar "Mas não era José Francisco?!"
Get used to... mesmo aqueles que sugeriram Francisco José! Ainda não está registado, mas já não há volta a dar.

Regressados que estamos das tão desejadas férias algarvias (meu Deus, como dormi tanto!!!) foi tempo de voltarmos aos nossos trabalhos e às nossas rotinas habituais.
Confesso que ao fim de duas semanas de descanso, foi-me extremamente doloroso voltar ao trabalho. Após algumas tentativas de suborno falhadas para arranjar substitutos, tive mesmo de me render às evidências e arregaçar as manguitas. E já lá vão duas longas semanas...
Longas porque isto de passar 7 horas sentadas em frente a um computador está a dar comigo em doida, na medida em que umas dores terriveis se alojaram nas minhas costelas.
Apesar de só ter engordado 3 kgs, uma das consequências de estar grávida de 26 semanas é o reajustamento da caixa torácica, ou seja, o José Francisco e o meu útero estão a exercer uma pressão sobre a mesma, forçando-a a subir 5 cm. E estar sentada, só piora essa pressão... se bem que trabalhar de pé não é de todo uma opção e também não me parece que a minha entidade patronal me vá providenciar uma camita.
Mãe sofre... e o melhor é que a Senhora Doutora já me avisou que daqui para a frente as dores fisicas são sempre a somar. Uau! Que medo. E depois de nascer? São todas as outras...
Mas com essas, preocupo-me depois.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Já sinto as "borboletas"...

...dentro da minha barriga há pelo menos três semanas. Só há pouco percebi que aqueles movimentos não se tratavam somente de ar, mas do meu bébé a mexer! (Deve ser bom garfo como a Mãe e o Pai, pois a hora da refeição é um agitação completa.)

Ontem à noite chorei de alegria... pela 1ª vez pude senti-lo com a minha mão. Estava um pouco agitado, procurando uma posição mais confortável para dormir, quando ao confortá-lo com o meu calor senti dois empurrões... pressão tão forte quanto um ser de, quase/nem 500 gramas, consegue fazer. Só quem já passou pelo mesmo sabe o que nos passa pela alma e pelo coração.

Da última vez que fomos visitar a Dra. Isabel, entre outras coisas tinha lanchado um belissímo pastel de nata. Na altura da ecografia de rotina, dê-mos com ele sentadinho a chuchar no dedo. Com apenas 10 centimetros de cumprimento, imaginem, já tinha vícios.
Mal posso esperar pela ecografia das 21 semanas, a morfológica, aquela em que segundo dizem os mais experientes, mostra até a alma do bébé. Conseguem imaginar que, com um aparelho, a pele e a placenta se tornam invisíveis e o seu interior é completamente revelado? Simplesmente fantástico. E pensar eu que, até nascer, fui uma perfeita incógnita para a minha mamã. E por falar nela, ainda o netinho não nasceu e já o estraga com miminhos.

É com muito orgulho e com pouco espírito de sacrifício que constato que às 20 semanas de gravidez só engordei 1 kg (a fazer na fé na conversa da minha balança, que já tem quase 9 anos! sempre quero ver o que diz a da Sra. Dra., que antes mesmo de me "mostrar" o meu filho me "obriga" a passar por ela!!!).
Para quem já tinha excesso de peso para a altura/cumprimento, todo o cuidado é pouco. Continuo a comer quase tudo e apenas procuro evitar sobremesas à refeição, sejam elas doces ou fruta.
Até aqui não foi complicado, na medida em que o 2º e 3º mês foram acompanhados de muitos enjoos e azias. Agora que tudo me sabe bem, quero ver como é.
Espero que as caminhadas que tanto gosto de fazer ao fim do dia de trabalho me ajudem, não só a expulsar o stress profissional, como aquelas gordurinhas que não me fazem falta nenhuma.

A nível físico, tenho-me sentido bem (o que é optimo, tendo em consideração não se poder tomar quase nenhuma medicação nesta fase da vida). Até as chatas das dores de cabeça andam a atormentar outras mentes...
A nível psicológico, também. Não choramingo mais do que aquilo que já choramingava (quer seja com filmes, novelas, reportagens, anúncios ou e-mails). Eu sei que é muita pieguice, mas sou uma pessoa dócil, sensível.

Chega de conversa, o meu filho está com fome. Está na hora de ir dar-lhe (nos) de comer...

Até sempre

terça-feira, 6 de julho de 2010

Noticias da cegonha

Contrariando as previsões dos "vôvôs brasileiros", o seu bisnetinho não foi concebido no Brasil...

Cerca de semana e meia após o regresso de Marília, a semente foi lançada à terra e fixou as suas raízes com unhas e dentes. Decorridas que estão dezoito semanas de gestação, já tenho a sensação de que a minha barriguita vai estoirar. E ainda nem a meio do prazo vou... Cresce a cada dia que passa, embora o meu bébé só pese mais ou menos 180 gramas, a dividir por 13,5 centimetros (desde a cabeça ao rabinho). Ainda assim, já consegue ouvir a minha voz, o meu coração e a minha digestão. Ainda tem as pálpebras fechadas mas já consegue vislumbrar a luz que atravessa a fina pele que o separa do resto do mundo. Verdadeiros milagres da natureza, e estão a acontecer dentro de mim.
Uma colega de trabalho emprestou-me um livro que é uma completa enciclopédia sobre gravidez, uma janela que se abre para o meu intimo. Tem-me permitido entender melhor o que se passa com o meu corpo e sobretudo, dentro dele, com o meu filho.

Ao fazer a ecografia das 12 semanas, o meu mais que tudo (que nos tem acompanhado em todas estas andanças, desde consultas a exames) permitiu-se satisfazer uma pequena curiosidade. Após se ter certificado de que o seu rebentinho se encontrava a crescer dentro da normalidade, perguntou se já era possível saber o seu sexo. Embora a nossa preferência tendesse para uma menina, ficámos muito felizes por saber que se trata de um menino. Esta avaliação ainda não foi assegurada a 100%, mas a minha intuição diz-me que está certa. Lembro-me de conversar com uma amiga, quando ainda nem andava em preparativos para engravidar... de comentar que o meu primeiro filho, caso Deus me concedesse a graça de gerar um ser dentro de mim, seria um rapaz. Rapaz esse que amo cada vez mais, a cada dia que passa. 
Por enquanto não tenho medos... do parto, de o criar, de o educar... tenho apenas um desejo, que o meu filho nasça perfeitinho e com saúde. Com o resto, preocupo-me depois. Sei que posso contar com aqueles que me amam, e com o meu amor de mãe, que nasceu com o brotar da minha sementinha.
Sementinha essa que ainda não tem nome. As "tias" chamam-no de João, de Pedro, de Filipe, e o primo Tó, de Francisquinho. O meu mais que tudo prefere Liedson. E até estar defenido, fazemos a vontade a toda a gente: João Pedro Filipe Francisco Liedson!

A pedido da Tia Cida, deixo aqui duas fotos de algumas das suas primeiras roupinhas... para o imaginarem quentinho e aconchegadinho.



A todas quantas deixaram mensagens de carinho, o nosso (meu e dos meus mais que tudo) MUITO OBRIGADO!